segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

É possível ser perfeito nesta vida? Um breve estudo sobre a doutrina da perfeição cristã

A doutrina da perfeição cristã passou (e ainda passa) por muito preconceito em função da má compreensão de sua etimologia. Normalmente, as pessoas a desprezam imediatamente por considerarem que é impossível ser “perfeito” nesta vida. Antes de explicar a questão etimológica, vale a pena também citar que esta mesma doutrina possui outras nomenclaturas, tais como “inteira santificação” “perfeito amor,” “pureza de coração,” “batismo com, ou enchimento do Espírito Santo,” “plenitude da bênção,” e “santidade cristã.” Contudo, é possível ser perfeito nesta vida? Sei que a pronta resposta é, majoritariamente, que não. Mas, analisaremos nas linhas abaixo algumas questões importantes sobre o tema.
Em primeiro lugar, vale a pena avaliar algumas passagens bíblicas que envolvem o tema “perfeição.” No sermão do monte, Jesus fez a seguinte exortação: “Sede vós, pois, perfeitos (gr. teleios), como é perfeito o vosso Pai celestial” (Mt 5.48). Seria estranho, talvez uma hipocrisia, Jesus cobrar algo de seus seguidores que fosse inatingível nesta vida. Soaria muito estranho. É como se Ele dissesse “seja” mas é “impossível ser.” Em outra ocasião, mais especificamente na oração sacerdotal, Jesus disse: “E eu lhes dei a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um; eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos (teteleiōmenoi) em unidade...” (Jo 17.22,23).
O Apóstolo Paulo também fez uso do assunto “perfeição” em suas epístolas. Aos filipenses, por exemplo, ele declarou que a perfeição é algo exeqüível nesta vida e afirma a existência de pessoas perfeitas, dentre as quais ele estava incluso: “Pelo que todos quantos somos perfeitos (teleioi) tenhamos este sentimento; e, se sentis alguma coisa de modo diverso, Deus também vo-lo revelará” (Fp 3.15). Em outra ocasião, Paulo explica que Cristo deve ser anunciado. Contudo, a mensagem da cruz não consiste apenas no novo nascimento, mas também numa vida frutífera e transformada, de perfeição cristã. Por isso, Paulo alega que é necessário falar de Cristo, “o qual nós anunciamos, admoestando a todo homem, e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito (teleion) em Cristo” (Cl 1.28).
Essa perfeição, entretanto, pode ser perdida caso alguém se apostate de Cristo. Por isso Paulo aborda que Epafras orava pela perseverança dos irmãos: “Saúda-vos Epafras, que é um de vós, servo de Cristo Jesus, e que sempre luta por vós nas suas orações, para que permaneçais perfeitos (teleioi) e plenamente seguros em toda a vontade de Deus” (Cl 4.12). “Perfeição cristã” não é um assunto exclusivo de Jesus ou de Paulo. Tiago também sabe a importância e mostra que as adversidades da vida são pedagógicas, isto é, elas nos aperfeiçoam moldando-nos, a fim de que nosso caráter seja cada vez mais parecido com o de nosso Mestre e Salvador Jesus Cristo: “...sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança, e a perseverança tenha a sua obra perfeita (teleion), para que sejais perfeitos (teleioi) e completos, não faltando em coisa alguma” (Tg 1.3,4).
Como se pôde perceber, as palavras gregas dos textos bíblicos supracitados são teleioi, teleion, teleios e teteleiōmenoi. Todas essas palavras vêm de teleios, cujos significados, de acordo com o lexicografista Strong, podem ser: perfeito, completo em todas as suas partes, plenamente desenvolvido, algo relacionado especialmente à completude da integridade do caráter cristão, ou maturidade. Ser perfeito, portanto, não quer dizer exatamente impecável, como vem de imediato em nossas mentes. Essa confusão ocorre, entretanto, em função da diferença etimológica. Pensamos em “perfeito” a partir de sua definição latinizada, oriunda de perfectus, cujo significado é o de 100% em alguma coisa. Obviamente que é impossível ser 100% impecável nesta vida. Contudo, a “perfeição” bíblica traz outros significados, dentre os quais vale destacar, em primeira mão, a ideia de maturidade.[1]
O autor da carta aos hebreus, por exemplo, exorta seus leitores a crescerem na fé. Era vergonhoso que naquela comunidade as pessoas ainda estavam precisando estudar os princípios basilares da fé cristã. Ele deveriam estar estudando e até mesmo ensinando questões mais profundas sobre Cristo e a salvação disponibilizada por Ele. Por isso, o autor da epístola disse: “Ora, qualquer que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, pois é criança; mas o alimento sólido é para os adultos (teleion), os quais têm, pela prática, as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal” (Hb 5.13,14). O alimento sólido é para os cristãos mais maduros, mas, os crentes hebreus estavam agindo, ainda, como neófitos. Deveriam ensinar, mas tinham de aprender.
Paulo reconhece, ainda, que essa “perfeição” (maturidade) não é estática, isto é, não é algo paralisador. O cristão deve sempre buscar crescer na graça de Deus e amadurecer cada vez mais no relacionamento com Deus, consigo mesmo, com o próximo e com a natureza. Para isso foi que o Senhor instituiu ministros em sua igreja, os Apóstolos (plantadores de igrejas), Profetas (pregadores), Evangelistas, Pastores e Mestres. Esses ministros têm a incumbência de ensinar e incentivarem o povo de Deus a amadurecerem na caminhada cristã, “até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa (teleios) de Cristo” (Ef 4.13 – ARC). A Nova Tradução da Linguagem de Hoje traduziu o mesmo verso da seguinte maneira: “Desse modo todos nós chegaremos a ser um na nossa fé e no nosso conhecimento do Filho de Deus. E assim seremos pessoas maduras (teleios) e alcançaremos a altura espiritual de Cristo” (Ef 4.13 – NTLH).
Desta forma, a “perfeição cristã” possui estágios cronológicos na vida do crente. Ela tem início, meio e fim. O início se dá com a regeneração; o meio ocorre com a santificação; e o fim ocorrerá com a nossa glorificação. Sendo assim, A perfeição requerida na Bíblia, portanto, não tem nada a ver com perfeição divina (que é absoluta), ou com perfeição angelical, adâmica (no sentido antes da Queda), ou de conhecimento.[2] Além do significado ligado a maturidade, as palavras gregas teleioi, teleion, teleios e teteleiōmenoi derivam do radical telos, que significa “finalidade” e é dela que vem a nossa palavra portuguesa teleologia, conforme aponta o teólogo nazareno Thomas Noble.[3]
A “perfeição cristã” bíblica possui, portanto, três aspectos inerentes: um início (ocorrido na regeneração), um processo de maturidade (desenvolvido na santificação) e uma finalidade (alvo e propósito, que podem tanto ocorrer nesta vida como culminará na glorificação). Um exemplo disso pode ser visto na obra supracitada do Dr. Noble: “o jogador de golfe não apenas faz uma jogada perfeita, uma vez que a bola cai no buraco; mesmo enquanto a bola navega maravilhosamente pelo ar, ela é uma jogada ‘perfeita.’ Na verdade, apenas porque ela é uma jogada ‘perfeita,’ do momento em que ele bate na bola, é que ela pousa no buraco em única jogada.”[4] O que faz essa jogada ser “perfeita”? O fato de ela atingir o alvo numa única tacada e consolidar um hole in one?[5] Absolutamente, não! O taco escolhido, as condições climáticas (sol, velocidade do ar, etc), a força deslocada à bola e o movimento parabólico da mesma somam a perfeição da jogada!
Além desse quesito gradual (perfeição não estática), a perfeição cristã também tem a ver com a finalidade. Uma caneta foi criada com a finalidade de escrever. Não importa se usamos uma BIC que custa R$ 2,00 ou se usamos uma Montblanc de R$ 10.000. Não importa também se a caneta está mordida ou se está com o tubo quebrado, contato que escreva. Desta forma, se esta caneta escreve, ela é perfeita, pois está cumprindo com sua finalidade. A questão é que Deus tem finalidades terrenas para os cristãos. Somos chamados para ser “...testemunhas” (At 1.8), para sermos “...conformes à imagem de seu Filho...” (Rm 8.29), para sermos “santos e irrepreensíveis” (Ef 1.4), fomos encarregados de levar a “... palavra da reconciliação” (2 Co 5.19) e até mesmo criados em Cristo Jesus “...para as boas obras..” (Ef 2.10). Enquanto não somos glorificados devemos ser perfeitos anunciando o Evangelho, buscando a santidade de vida e até mesmo nos engajando com as boas obras, a fim de que os ímpios as vejam e glorifiquem ao nosso Pai celestial (Mt 5.16).
Voltando à pergunta inicial deste breve ensaio: “é possível ser perfeito nesta vida”? A resposta bíblica é que sim, é possível! Podemos sair da estaticidade e buscar maior interação com o Deus vivo, a fim de que cresçamos em sua graça e no conhecimento de Sua Palavra. Esse crescimento é sempre contínuo nesta vida e não tem nada a ver com impecabilidade. É um crescimento cujo mérito está na graça de Deus e jamais no esforço humano. É um crescimento que aperfeiçoa nossa vida, beneficia nossos relacionamentos e que, no final das contas, glorifica ao Deus Todo Poderoso. Que possamos ser perfeitos, assim como é perfeito o nosso Pai Celestial!
Soli Deo Gloria


Notas

[1] ODEN, Thomas. John Wesley’s Scriptural Cristianity: a plain exposition of his teaching on Christian doctrine. Grand Rapids: Zondervan Publishing House, 1994, p. 314.
[2] WILEY, Orton. Introdução à teologia cristã. Campinas: CNP, 2009, p. 337.
[3] NOBLE, Thomas. Trindade Santa, Povo Santo: a teologia da perfeição cristã. Maceió: Sal Cultural, 2015, p. 34.
[4] Ibid, p. 35
[5] Hole in One é o nome da jogada de golfe na qual o alvo é atingido com uma única tacada.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Ian Howard Marshall (1934-2015): Um Tributo, por Craig Blomberg





Apesar de já decorrido quase um ano do falecimento do Dr. I. H. Marshall, vale a pena conferir o conciso tributo prestado pelo Dr. Craig Blomberg a esse tão célebre teólogo metodista. [nota do tradutor]

* Tradutor: Wesiley Monteiro

O Professor I. H. Marshall, ou Howard, como era conhecido por seus amigos, partiu para estar com o Senhor no sábado, 12 de dezembro [2015], exatamente um mês antes de completar 82 anos de idade. Ele tinha acabado de ser diagnosticado com câncer de pâncreas.
Eu conheci Howard no outono de 1979 como estudante calouro de doutorado na Universidade de Aberdeen [Escócia], onde ele ensinou durante sua carreira profissional inteira. Ele já tinha se destacado por publicar sua própria tese de doutoramento em Aberdeen,  Kept by the Power of God: A Study of Perseverance and Falling Away[i], uma década antes, juntamente com uma obra significativa sobre Lucas, Luke: Historian and Theologian[ii], um comentário considerável sobre o Evangelho de Lucas[iii], o volume sobre as Epístolas de João que integrou a Série NICNT[iv], manuais proveitosos sobre o Jesus histórico[v] e sobre Cristologia no Novo Testamento[vi], e editara ainda uma importante coleção de ensaios sobre a interpretação do Novo Testamento[vii].
Ele continuaria a escrever mais de trinta livros, incluindo compactos comentários sobre Atos[viii], Filipenses[ix] e 1ª Pedro[x], um trabalho de tamanho médio sobre 1ª e 2ª Tessalonicenses[xi], e o maior deles, o volume revisado sobre as Epístolas Pastorais integrante da Série ICC[xii]. Seu livro Teologia do Novo Testamento ganhou o prêmio medalha de ouro dos editores cristãos[xiii]. Seus menores livros, Last Supper and Lord’s Supper[xiv], Biblical Inspiration[xv] e Aspects of the Atonement[xvi], revelaram-se, todos, cruciais para inúmeros leitores nessas matérias. Ele estava esperando concluir ainda o Comentário de Romanos da série Two Horizons New Testament Commentary [Comentário Dois Horizontes do Novo Testamento], quando a sua saúde ficou debilitada.
Howard orientou um extraordinário número de doutorandos ao longo dos anos, provavelmente em torno de setenta ou oitenta, e ainda se colocou à disposição de outros, caso não recebessem feedback suficiente de seus colegas orientadores. Alguns de seus alunos diplomados mais conhecidos no Ocidente incluem Grant Osborne[xvii], Bill Mounce[xviii], Darrell Bock[xix], Eckhard Schnabel[xx], Phil Towner[xxi], Joel Green[xxii], Clint Arnold[xxiii] e Mark Strauss[xxiv]. Mas muitos vieram de todos os continentes para estudarem com ele e prosseguiram igualmente com ministérios importantes, ainda que menos conhecidos, em outros lugares. Uma antologia de artigos publicada em 2010 a respeito da teologia das cartas pastorais, Entrusted with the Gospel[xxv], contém um panorama magistral de Howard acerca da recente literatura que lhes é relacionada, juntamente com capítulos escritos predominantemente por doutores formados em Aberdeen que se dedicaram a essas epístolas sob a orientação dele.
Todos os alunos de Howard testemunharam sua preocupação pessoal com eles, enquanto indivíduos, bem como com suas famílias, se casados. Ele também sabia como se entreter em contextos sociais. Minha recordação favorita é de Joyce, sua primeira esposa, e ele, ensinando a nós estrangeiros como dançar a Scottish ceilidh. Minha segunda lembrança favorita é sua leitura de 2º Reis 4.38-41, durante a qual presumia ser uma breve devoção antes de um jantar com pratos compartilhados pelos estudantes e suas famílias (potluck dinner). Felizmente, tal como depois que Eliseu operou o milagre, não havia “morte na panela” naquela noite!
Muitos se lembrarão de Howard como um proeminente defensor do Cristianismo evangélico no mundo acadêmico, ainda que nunca adotasse alguma “linha partidária” a menos que fosse completamente convencido pelas evidências. Nesse sentido, foi sucessor de F. F. Bruce, inclusive assumiu a liderança de muitas das mesmas organizações, como Bruce o fez – especialmente da Tyndale Fellowship [Fraternidade Tyndale], da Fellowship of European Evangelical Theologians [Fraternidade de Teólogos Europeus Evangélicos] e da Studiorum Novi Testamenti Societas [Sociedade de Estudos do Novo Testamento].
Outros recordarão seu compromisso de longa data com a Igreja Metodista Crown Terrace em Aberdeen e, de um modo mais amplo, com a tradição wesleyana, ou com a defesa do igualitarismo antes de se tornar mais difundido. Em um mundo em que alguns parecem equiparar o calvinismo[xxvi] ou o complementarianismo com o verdadeiro evangelicalismo, ele amparou aqueles que tinham perspectivas diferentes, apesar de manter igualmente uma elevada visão da Escritura.
Tende-se a dizer da maioria das pessoas que falecem aos 81 anos de idade que elas tiveram uma vida longa e boa. Essa idade, afinal, ainda está ligeiramente acima da média do tempo de vida do homem no mundo ocidental. Para quem conhecia e amava a Howard foi demasiadamente breve, para a nossa causa, do Reino e dele próprio. Sabemos que ele está desfrutando de sua bem merecida recompensa celestial, contudo estamos mais pobres por aqui. Howard, dance, por nós, agora, tantas ceilidhs quanto deseje, e reserve para nós lugares, para quando chegar a nossa vez de nos unirmos a ti!

                 



[i] Kept by the Power of God: A Study of Perseverance and Falling Away [Guardado pelo Poder de Deus: Um Estudo da Perseverança e da Apostasia] (Wipf & Stock Pub, 2008; originalmente Epworth Press, 1969; Paternoster Press, 1995).

[ii] Luke: Historian and Theologian [Lucas: Historiador e Teólogo] (InterVarsity Press, 3ª ed. 1998; originalmente Paternoster Press, 1970).

[iii] The Gospel of Luke - New International Greek Testament Commentary [O Evangelho de Lucas - Novo Comentário Internacional do Testamento Grego] (Eerdmans, Paternoster Press, 1978, 928p.).

[iv] The Epistles of John – The New International Commentary on the New Testament [As Epístolas de João – O Novo Comentário Internacional sobre o Novo Testamento] (Eerdmans, 1978).

[v] I believe in the historical Jesus [Eu creio no Jesus Histórico] (Regent College Publishing, 2001; originalmente, Hodder & Stoughton, 1977).

[vi] The Origins of New Testament Christology [As Origens da Cristologia do Novo Testamento] (InterVarsity Press 2ª ed. 1990; originalmente, Inter-Varsity Press, 1976).

 

[vii] New Testament Interpretation: Essays on Principles and Methods [Interpretação do Novo Testamento: Ensaios sobre Princípios e Métodos] (Wipf & Stock Pub, 2006; originalmente, Paternoster Press, 1977).

 

[viii] Atos: Introdução e Comentário – Série Cultura Bíblica (Vida Nova, 1982; originalmente, Tyndale New Testament Commentaries - Inter-Varsity Press, 1980).

[ix] The Epistle to the Philippians (Epworth Commentary Series) [A Epístola aos Filipenses] (Epworth Press, 1992).

 

[x] 1 Peter - IVP New Testament Commentary Series [1ª Epístola de Pedro – Série Comentário do Novo Testamento IVP] (InterVarsity Press, 1991).

 

[xi] 1 e 2 Tessalonicenses - Introdução e Comentário – Série Cultura Bíblica (Vida Nova, 1984; originalmente, New Century Bible Comentary - Marshall, Morgan &​ Scott, 1983).

[xii] The Pastoral Epistles – International Critical Commentary [As Epístolas Pastorais – Comentário Crítico Internacional] (T&T Clark, 1999, 2ª ed. 2004, 912 p.).

[xiii] Teologia do Novo Testamento: diversos testemunhos, um só Evangelho (Vida Nova, 2007; originalmente, InterVarsity Press, 2004). A obra foi agraciada, em 2005, na categoria obra de referência, com o Gold Medallion Book Award/The Evangelical Christian Publishers Association [Prêmio Livro Medalha de Ouro concedido pela Associação de Editores Cristãos Evangélicos].

 

[xiv] Last Supper and Lord's Supper [A Última Ceia e a Ceia do Senhor] (Paternoster Press, 1980).

[xv] Biblical Inspiration [Inspiração Bíblica] (Paternoster Press, 1982).

[xvi] Aspects of the Atonement: Cross and Resurrection in the Reconciling of God and Humanity [Aspectos da Expiação: Cruz e Ressurreição na Reconciliação de Deus com a Humanidade] (Paternoster Press, 2007).

 

[xvii] Grant R. Osborne é professor de Novo Testamento no Trinity Evangelical Divinity School (Illinois). Algumas de suas mais importantes obras são: The Resurrection Narratives: a redactional study [As Narrativas da Ressurreição: um estudo da redação] (Baker, 1984); A Espiral Hermenêutica: uma nova abordagem à interpretação bíblica (Vida Nova, 2009); 3 Perguntas Cruciais sobre a Bíblia (Vida Nova, 2014); Apocalipse: comentário exegético (Vida Nova, 2014). Foi um dos editores da Série The Life Application Bible Commentary, bem como editor da série The IVP New Testament Commentary [O Comentário do Novo Testamento da InterVarsity Press], para a qual também contribuiu com o comentário de Romanos (2004). Atualmente, produz a Série Osborne New Testament Commentaries.

 

[xviii] William D. Mounce é um notável estudioso do Grego do Novo Testamento. Duas de suas principais obras são: Fundamentos do Grego Bíblico - Gramatica e Livro de Exercícios (Vida, 2009); Léxico Analítico do Novo Testamento Grego (Vida Nova, 2013).

 

[xix] Darrell L. Bock é um reconhecido professor pesquisador de estudos do Novo Testamento do Dallas Theological Seminary (Texas). Suas obras em português incluem: Jesus Segundo as Escrituras: introdução e comentário aos Evangelhos (Vida Nova, 2006); Unidade na Diversidade (Vida); O Milênio: três pontos de vista – (editor, Vida); O Servo Sofredor: a interpretação de Isaías 53 nas teologias judaica e cristã (organizador, Cultura Cristã); Quebrando o Código Da Vinci (Novo Século, 2014).

[xx] Eckhard J. Schnabel é Distingueshed Professor de Novo Testamento no Gordon-Conwell Theological Seminary (Massachusetts). Além de obras publicadas em alemão, seus livros em inglês incluem: The Book of Acts: Zondervan Exegetical Commentary on the New Testament (Zondervan, 2011); Paul the Missionary: Realities, Strategies, and Methods [Paulo, o Missionário: realidades, estratégias e métodos] (InterVarsity Press, 2008); Early Christian Mission, Vol. 1: Jesus and the Twelve, Vol. 2: Paul and the Early Church [A Missão Cristã Primitiva: Jesus e os 12; Paulo e a Igreja Primitiva] (InterVarsity Press, 2004). É um dos contribuintes para o Dicionário de Paulo e suas Cartas (Vida Nova, Paulus, Loyola, 2008).

[xxi] Philip H. Towner é deão do Nida Institute for Biblical Scholarship (New York), comentarista bíblico e tradutor bíblico. Entre seus comentários, pode ser citado: The Letters to Timothy and Titus – The New International Commentary on the New Testament [As Cartas a Timóteo e Tito - O Novo Comentário Internacional sobre o Novo Testamento] (Eerdmans, 2006).

[xxii] Joel B. Green é Deão da Escola de Teologia e Professor de Interpretação do Novo Testamento no Fuller Theological Seminary (California). Além de publicar numerosas obras de destaque, ele foi designado como editor geral da série The New International Commentary on the New Testament [O Novo Comentário Internacional sobre o Novo Testamento], para a qual contribuiu com o comentário ao Evangelho de Lucas. Foi o editor geral da premiada obra Dictionary of Jesus and the Gospels: a Compendium of Contemporary Biblical Scholarship [Dicionário de Jesus e dos Evangelhos: um compêndio da erudição bíblica contemporânea] (IVP, 2ª ed. 2013).

[xxiii] Clinton E. Arnold é um estudioso do Novo Testamento e deão da Talbot School of Theology (California). É o editor geral da série Zondervan Exegetical Commentary on the New Testament [Comentário Exegético Zondervan sobre o Novo Testamento], para a qual contribuiu com o comentário à Epístola aos Efésios.

 

[xxiv] Mark L. Strauss é professor de Novo Testamento no Seminário Betel (Minnesota). É o editor da série Teach the Text Commentary [Comentário Expositivo] da Editora Baker Book. É coautor com Gordon Fee da obra How to Choose a Translation for all its Worth: A Guide to Understanding and Using Bible Versions. [Como escolher uma tradução por todo o seu valor – um guia para entender e usar as versões da Bíblia] (Zondervan, 2007).
[xxvi] Howard Marshall contribuiu para a obra Graça Para Todos: a dinâmica arminiana da salvação, editada por Clark Pinnock e John Wagner (Editora Reflexão, 2016), com o artigo Predestinação no Novo Testamento. Outros textos de Marshall traduzidos para o português, nos quais assume a posição soteriológica arminiana pode ser encontrado aqui  http://www.arminianismo.com/index.php/categorias/diversos/artigos/77-i-howard-marshall?highlight=WyJtYXJzaGFsbCJd e aqui http://deusamouomundo.com/eleicao/por-todos-meu-salvador-morreu-por-todos-1/



quarta-feira, 4 de maio de 2016

Sobre Eu Ainda Pensar Como Um Metodista

    


    O texto abaixo é do pastor metodista Craig L. Adams. O pr. Adams é um metodista conservador da United Methodist Church e tem um site, com o seu nome, onde explora a teologia wesleyana. Pode ser encontrado na sessão Commonplace Holiness. Boa leitura.

 

    Na primeira parte de seu livro publicado em 2012 chamado Como Deus Tornou-se Rei: A História Esquecida dos Evangelhos, N. T. Wright comenta sobre como a Igreja nem sempre se permitiu ouvir o pleno testemunho dos Evangelhos sobre Cristo. Eu não vou tentar reproduzir o argumento aqui; sugiro que leia o livro.

    Wright começa por discutir algumas maneiras que os ensinos da Igreja involuntariamente perderam o rumo. E, como ele está discutindo como vários teólogos do passado tentaram defender a ortodoxia de alguns ensinos mal interpretados da Bíblia, ele diz, na página 37, que "o século XVIII viu grandes movimentos de avivamento, em particular através do movimento metodista legado por John e Charles Wesley e George Whitefield ", e ele continua a dizer.:

Sua teologia e sua compreensão dos evangelhos são bastante diferentes dos temas sobre os quais eu não estou qualificado para falar. Mas eu suspeito que a ênfase de Wesley na experiência cristã, tanto a experiência "espiritual" de conhecer o amor de Deus no próprio coração e vida e da experiência "prática" de viver uma vida santa por si mesmo e de trabalhar pela justiça de Deus no mundo, poderia muito bem ser citada como evidência de um movimento no qual partes da igreja chegaram a integrar vários elementos nos evangelhos, uma síntese que a maioria do cristianismo ocidental tem permitido desmoronar.¹

    O movimento wesleyano, em seu início, abraçou em conjunto um desafio para uma vida verdadeiramente transformada por meio da fé, e um compromisso para ver os valores do Reino de Deus implementados na terra. "... Venha o teu reino, tua vontade, assim na terra como no céu".

    Conheço pessoas que foram levantadas nos ramos mais rigorosos, mais legalistas do movimento wesleyano de santidade, que aprenderam a se ressentir. Eu entendo. Mas isso não tem sido a minha experiência.

    Sou grato por ter ouvido o Evangelho entre um grupo de pessoas que acreditavam que a fé em Cristo faz uma verdadeira mudança observável na vida de uma pessoa. Sou grato por uma comunidade de fé que acredita que a mudança moral e espiritual é possível. Sou grato por uma comunidade de fé por ter falado de uma fé que poderia ser experimentada. Sou grato por uma comunidade de fé que acredita que o Evangelho tanto poderia mudar as pessoas e mudar a sociedade.

    No início da minha vida cristã eu comecei a ler os escritos de Adam Clarke e John Wesley. Isto teve um efeito poderoso sobre como eu interpreto as Escrituras nos dias de hoje - e eu sou grato pelas percepções dos primeiros metodistas sobre o significado das Escrituras.

    Então, eu aprecio a chamada de atenção de Wright para a síntese wesleyana originais.

    Mesmo agora, enquanto eu me sinto profundamente alienado a partir das estruturas institucionais da Igreja Metodista Unida, eu ainda me sinto atraído pela síntese metodista original da fé e da vida, e da compaixão e justiça. Wesley conseguiu isso, aprendendo com a Bíblia, e tanto com a Reforma (com a sua ênfase na justificação pela fé) e com a tradição mística católica romana (com sua ênfase na perfeição cristã). Wesley argumentou que, se a justificação (nosso relacionamento com Deus) foi pela fé, bem, então, a santificação (nossa conformidade com o caráter de Cristo) deve ser pela fé também. Isso levou a uma ênfase no poder do Espírito Santo, ao invés de uma ênfase sobre os esforços morais e empenho. E, se Deus pode mudar as pessoas (por mais difícil que seja o trabalho) por que não esperamos que Deus mude o mundo?

    Isso não quer dizer que tudo o que John Wesley disse é correto. Esse não é o ponto. Longe disso. Wesley apontou em uma direção que eu continuo achando interessante e desafiador para seguir.

    Mas, no entanto, quanto às suas observações iniciais, Wright rapidamente acrescenta:

Mesmo dentro do próprio metodismo, no entanto, eu não percebo os finos instintos deixados pelos primeiros líderes de uma compreensão integrada e enriquecida, a longo prazo, de textos centrais da igreja, os Evangelhos.²
    Na verdade, isso não aconteceu. E o entusiasmo espiritual e intelectual inicial dos irmãos Wesley, Fletcher, Whitefield, Clarke e Watson não se manteve nas gerações que se seguiram. Parte do movimento tendia para a ênfase da experiência emocional minimizando o intelecto - e outra parte abraçou a tradição teológica iniciada por Friedrich Schleiermacher [o liberalismo teológico]. Não só não houve "má compreensão integrada e enriquecida, a longo prazo... [d]os evangelhos." - como também a síntese original se desfez.

    Mas aqui está a questão. Eu ainda acredito em um aqui-e-agora do Evangelho que transforma as pessoas para melhor e impacta o mundo para melhor.

    Então, nesse sentido, sim, eu realmente ainda penso como um metodista.

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Notas

¹ N. T. Wright, How God Became King: The Forgotten Story of the Gospels [Como Deus Tornou-rei: A História Esquecida dos Evangelhos](HarperOne 2012) página 37.

² Ibid


terça-feira, 18 de agosto de 2015

John Wesley e a Doutrina da Perfeição Cristã

Antes de tudo, gostaria de salientar que é necessário, para uma melhor compreensão da perfeição cristã, no entendimento de John Wesley ler os sermões 40 (Perfeição Cristã), 41 (Os Pensamentos Errantes) e o livro Explicação Clara da Perfeição Cristã. Todos os e-books gratuitos estão no site da Metodista de Vila Isabel.

Sobre a doutrina, Wesley menciona o que não significa perfeição cristã. Não significa que se possa ficar isento de ignorância, ou seja, a pessoa perfeita não conhecerá os desígnios de Deus por completo. Isso não se dará. Não significa que conhecerá o Senhor perfeitamente e que saberá de detalhes quanto à Sua vinda e afins. Perfeição, conforme esta doutrina, não implica em impecabilidade, mas sim, como será mostrado, que o pecado voluntário não faz parte do nascido de novo que alcançou a perfeição.

O erro se faz presente na pessoa perfeita (por mais que pareça contraditório). Wesley cita que "conhecemos em parte" (1 Co 13:9), logo, podemos errar na outra parte que não conhecemos. Wesley assevera: "Mas, em coisas não essenciais à salvação, erram, e erram frequentemente" (Sermão 40, parte 1, ponto 4). Os que alcançaram a perfeição não possuem a interpretação correta de todas as passagens das Escrituras e não estão livres de fraquezas não morais como morosidade de entendimento, obtsusidade ou confusão de compreensão, incoerência de pensamento e afins (Sermão 40, parte 1, ponto 7). Muito menos há uma libertação das tentações.

Sobre o que é perfeição cristã, Wesley aborda que os justificados têm o seu velho homem crucificado, seu corpo do pecado destruídos (Rm 6:6) e estão mortos para o pecado (Rm 6:11). Wesley enfatiza que temos que levar em conta seriamente esses versos. Efésios 4:13, Lucas 6:40, Fp 3:15 abordam que somos perfeitos. Jesus, em Mateus 5:48, ordena que sejamos perfeitos como o Pai é perfeito.

Sobre Mateus 11:11: " Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele", Wesley entende que até João Batista, ou seja, até o surgimento da Graça, o menor cristão é maior que João Batista. Já, entre os judeus, João Batista foi o maior. Qualquer cristão que viva no período da Graça é maior que João Batista, o maior do período pré-Graça. 

Sobre Salomão ter escrito que não há homem que não peque (1 Re 8:46; 2 Cr 6:36), Wesley entende, como acima, que, no período da Lei, não havia homem que não pecasse, pois a Graça de Cristo não havia surgido na Terra. 

Sobre Paulo (no caso da discussão com Barnabé) e Pedro (no caso de sua dissimulação em Gálatas), não há indício escriturístico de que eles pecaram necessariamente. Eles pecaram, sem dúvida, mas não seguiram pecando, pois entrariam em contradição com João em 1 Jo 5:18. 

Wesley enfatiza que Cristo nos purifica de todo pecado, conforme 1 João 1:7. Logo, não há um pecado não purificado. Wesley enfatiza que "um cristão é perfeito ao ponto de não cometer pecado" (Sermão 40, parte 2, ponto 20).

Por fim, Wesley assevera que Jesus não teve e não tem pensamentos maus. Então, como Jesus mesmo disse que "todo que é perfeito é como seu Senhor" (Lc 6:40), 1. Somos perfeitos. 2. Somos como o Senhor, logo. 3. Não devemos ter pensamentos maus. 

Wesley, e todos os crentes na perfeição cristã, deleitam-se nesta doutrina porque nos estimula à santidade. Não há espaços para legalismos, pois Wesley e os wesleyanos seguem o princípio moral da santidade, e não o aspecto regimental de culturas.

Em Cristo,

Marlon Marques

segunda-feira, 20 de julho de 2015

A Doutrina da Inteira Santificação na Igreja Antiga





Artigo escrito por Matt O'Reilly

Eu já ouvi muitas vezes que a ênfase que John Wesley fez sobre a inteira santificação (ou perfeição cristã), não foi somente o resultado de sua leitura das Escrituras (foi sim!), mas de sua leitura dos pais da Igreja primitiva também. Eu não tive oportunidade de pesquisar o que foi discorrido em detalhes, mas eu me lembro de que ontem, quando eu estava lendo a Carta de Policarpo aos Filipenses eu descobri uma frase que soou como se fosse um fragmento de um sermão de John Wesley. Aqui está o que o bispo de Esmirna do segundo século escreveu: "Pois se alguém estiver nesse grupo, ele cumpriu toda a justiça, pois quem tem amor está longe de todo o pecado" (III: 3, ênfase adicionada). O grupo de que ele fala são aqueles que têm fé e amor a Deus, Cristo, e ao próximo. E esse grupo, diz Policarpo, está longe de todo o pecado. Não a maioria, mas todo.

Há um sem número de passagens por Wesley em que foi possível encontrar temas similares; esta citação de Uma Explanação sobre a Perfeição Cristã resume muito bem: "A perfeição cristã é o amor a Deus e ao próximo, o que implica a libertação de todo pecado" (18). Há pelo menos três observações a serem feitas sobre a compararação entre Policarpo e Wesley.

Primeiro, e mais óbvio, talvez, é que tanto Policarpo e Wesley estão felizes por descrever a libertação do crente do pecado em termos de "todo o pecado". Ambos, é claro, obtêm isso de 1 João 1:7: "O sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado".

Em segundo lugar, ambos, Policarpo e Wesley, entendem o amor e o pecado como mutuamente excludentes. Um coração cheio de amor a Deus e ao próximo não pode, portanto, ser um um coração em pecado contra Deus ou ao próximo. Se estivermos amando e ativamente seguindo a Cristo, então, ao mesmo tempo, não pecamos contra Ele. Para ambos, o distanciamento dos homens do pecado deve começar com o amor a Deus. É por isso que a verdadeira santidade não é simplesmente uma questão de modificação do comportamento. Poderíamos presumivelmente atravessar os movimentos e fazer os tipos certos de coisas e ainda não termos um coração de amor a Deus e aos outros. O amor é ambos o fundamento e a fonte de santidade autêntica, o início e a causa. Santidade não é mera obediência; a vida de santidade deve surgir diante do amor.

Em terceiro lugar, para que não pensemos que o amor santo significa alguma coisa que fazemos, Policarpo e Wesley concordariam que o amor santo produz uma vida que honra a Deus. Nós já vimos que o amor para Policarpo, que está longe de todo o pecado, é também o amor que cumpre toda a justiça. Da mesma forma, Wesley insiste que, "o amor é o cumprimento da lei, a finalidade do mandamento." Não é somente o "primeiro e grande mandamento", mas todos os mandamentos em um (Explanação Clara, 6). Para nenhum desses homens [Policarpo e Wesley], o amor significa ilegalidade. Ao contrário, amor significa santidade. Aqueles que amam a Deus amará a lei de Deus e guardará os Seus mandamentos. Assim, a santidade não é principalmente sobre o que fazemos; é sobre quem nós amamos. Mas, se amamos a Deus, faremos o que lhe agrada. A santidade não consiste em obediência, mas a obediência sempre acompanha santidade.

Concluirei dizendo que enquanto a inteira santificação é muitas vezes tratada como característica de Wesley, isso deve ser explicado que não é o caso. Os temas centrais da doutrina da santificação de Wesley estavam presentes no início da igreja e Wesley viu sua ênfase na doutrina da perfeição cristã como uma recuperação da verdade bíblica ensinada pelos apóstolos e pelos pais da igreja. Esta breve comparação de seus pontos de vista com os de Policarpo, expressos em sua carta aos Filipenses, é parte, embora, certamente, não tudo, dos elementos de prova de que Wesley estava certo ao ver seu trabalho como estando em continuidade com a Igreja Antiga.
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O recente livro de Thomas A. Noble, Trindade Santa, Povo Santo - A teologia da perfeição cristã*  dedica um capítulo ao tema da perfeição cristã como ensinada pelos Padres gregos e latinos (Capítulo 3).

* Nota do tradutor [Marlon Marques]: O livro de Thomas A. Noble Trindade Santa: Povo Santo - A Teologia da Perfeição Cristã foi publicado pela editora Sal Cultural.

Fonte: http://www.mattoreilly.net/2013/07/entire-sanctification-in-early-church.html